Postado em 05/09/2018

Setembro amarelo reforça o alerta contra o suicídio e valoriza a vida

O Setembro Amarelo é uma campanha de valorização à vida que surgiu pela necessidade de alertar para a prevenção de suicídio. Trata-se de uma das principais causas de morte entre jovens e ainda é um tabu na sociedade. Falar sobre o assunto é uma forma de trazer atenção para o problema e ajudar pessoas com seus problemas.

O Setembro Amarelo existe desde 2015, incentivando o diálogo. Como reforço, a ONU instituiu o dia 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. Conversar é a melhor forma de prevenir o suicídio, quando a pessoa muitas vezes só precisa de atenção e ajuda psicológica.

Os casos são muito relacionados a quadros de depressão e problemas psicológicos, quando o indivíduo se sente sozinho e sem apoio ou pode sentir culpa por algum evento de sua vida, por exemplo. A questão pode ser resolvida com um acompanhamento profissional, mas muitas vezes a pessoa tem receio de procurar um especialista.

Por que Setembro Amarelo?

A cor foi escolhida em homenagem ao caso que iniciou a campanha nos Estados Unidos. O jovem Mike Emme se suicidou com 17 anos e o amarelo era a cor do seu carro de estimação, um Mustang 68.

Em seu funeral, um amigo de Mike quis transmitir uma mensagem através de cartões com fitas amarelas: “se você precisar, peça ajuda”. Esses cartões se espalharam pelo país e logo a mensagem alcançou o mundo, reforçando a importância de se falar sobre o suicídio. A fita amarela, então, tornou-se o símbolo da campanha instituída pela ONU.

Tabu que precisa ser vencido

O suicídio sempre foi um tabu na sociedade. Muitos temem que abordar o assunto possa incentivar pensamentos suicidas, mas é justamente o contrário. As vítimas em potencial só precisam de atenção e apoio para que a ideia não chegue às vias de fato.

Não é a falta de exposição do assunto que fará o indivíduo desistir da ideia. A falta de divulgação na mídia não evitará que ele pesquise inspirações para cometer o ato, então a ideia de que as notícias possam ser uma inspiração é ilógica. Pelo contrário, a divulgação é o primeiro passo para que essas pessoas possam procurar ajuda e frequentar o consultório de um psicólogo ou psiquiatra.

Como você pode ajudar

Se você quer participar da campanha, pode começar com o apoio àquele amigo, parente ou vizinho que passa por uma fase crítica e situações complicadas. Apenas demonstrar apoio e reforçar a sua presença pode ser um linha tênue na vida de alguém.

Enquanto não podemos saber ao certo quem tem pensamentos suicidas, há alguns grupos que se encontram na zona de risco para os problemas psicológicos. Entre eles, estão aqueles que:

  •         Tentaram suicídio anteriormente;
  •         Fazem abuso de substâncias químicas;
  •         Possuem poucos vínculos sociais e familiares;
  •         Enfrentam divórcio e/ou desemprego;
  •         Tiveram a reputação abalada por algum motivo;
  •         Estão sempre em situações de estresse;
  •         Perderam alguém importante;
  •         Etc.

Esses são apenas alguns cenários que podem impulsionar o suicídio, mas é possível identificar outras razões agravantes que podem necessitar intervenção psicológica. Ao identificar uma pessoa com risco potencial, procure dar atenção e, se possível, incentive a visita ao psicólogo. Essas são algumas medidas que colaboram com a campanha do Setembro Amarelo.

É importante que o indivíduo se sinta acolhido e, se possível, possa extravasar um poucos dos problemas. Relaxar um pouco e reservar momentos para escapar dos problemas sempre ajudam a colocar a cabeça no lugar.

Confira como uma simples viagem favorece o equilíbrio emocional!