Postado em 24/04/2018

Ataque de epilepsia: Como lidar com situações emergenciais

Imagine-se nessa cena: você está em um restaurante aproveitando uma deliciosa refeição e, de repente, a pessoa na mesa ao lado começa a passar mal. Ela está tendo uma convulsão e todo mundo tenta ajudar sem saber o que fazer. Você já deve ter visto esse contexto em vários filmes e provavelmente já sabe do que se trata. É um ataque de epilepsia.

Só que não estamos falando de uma simples analogia e sim de um problema real que pode acontecer no cotidiano. Talvez você até tenha um parente que sofre desses ataques ou quem sabe você mesmo pode desenvolvê-lo.

Quer saber como agir nessas situações? Separamos um pequeno guia sobre ataque de epilepsia para você estar preparado!

O que você deve saber sobre a epilepsia

A epilepsia é um problema neurológico crônico que causa uma alteração breve e reversível nas funções cerebrais, ocasionando em ataques surpresas. É muito difícil prever quando eles acontecerão.

O problema surge com mais frequência na infância. A tendência é começar antes do 20 anos na maioria dos pacientes. Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, melhores as condições de tratamento do paciente e a maioria consegue ter uma vida normal.

São dois tipos de ataque de epilepsia: a crise parcial acontece quando apenas um hemisfério do cérebro é afetado, enquanto a crise generalizada atinge os dois polos.

Embora a causa seja desconhecida, algumas razões apontadas são traumas na cabeça, traumas no parto, desnutrição, tumores e predisposição genética. Trata-se de uma doença não contagiosa com alto potencial de controle para uma vida saudável.

Como tratar um ataque de epilepsia

Os ataques de epilepsia geralmente se mostram na forma de convulsões com espasmos musculares e movimentos involuntários. Nessas horas, quem está perto precisa saber como agir.

Uma das precauções a serem tomadas é não tentar desenrolar a língua, porque há o risco de causar ferimentos tanto no epiléptico como em quem socorre. Não se deve colocar nada na boca do paciente.

A melhor opção é deitá-lo de lado em uma superfície plana, pois isso também ajuda a evitar engasgamentos com saliva ou vômito. Se ele estiver com gravata, ela deve ser afrouxada, assim como o colarinho da camisa.

Outra atitude que deve ser feita é retirar todos os objetos de perto, justamente para que o paciente não se machuque ao se debater. Você pode colocar algo macio sob a cabeça dele. Também é importante não segurar a vítima; deixa-a se debater até que a crise passe.

As indicações para quem já teve ataque de epilepsia são muito simples: basta levar uma vida saudável. Isso quer dizer que o paciente precisa evitar bebidas alcoólicas, alimentação desregulada, noites em claro e situações constantes de estresse.

Atividades físicas também são bem-vindas, mas precisam ser controladas: esportes radicais e aquáticos não são recomendados. E claro, um bom acompanhamento médico é fundamental, com a medicação adequada.

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